Paquimetro

Talvez ninguém consiga apontar realmente o momento em que o ser-humano sentiu a necessidade de medir algo, mas com certeza ele existiu e até hoje move as mentes mais perspicazes a conseguirem fazer isso de modo mais e mais descomplicado. E o paquímetro é um exemplo vivo dessa necessidade.

Em poucas palavras, o paquímetro serve para medir a distância entre dois lados opostos, paralelos e simétricos, além de ainda possibilitar a medição de profundidade. Uma ferramenta que nasceu claramente da famosa régua, já que não deixa de ser apenas uma delas com um encosto fixo que corre sobre ela.

Uma opção que ajudou (e ajuda), muita gente tanto em ramos da construção civil como para quem trabalha com metais e mecânica. Mas também não há dúvidas que para chegar onde chegou e ainda fazer o que faz, tem muitos detalhes e história por trás.

paquimetro

Como foi Criado o Paquimetro

Para variar, paquímetro vem do grego, com “paqui” significando “espessura” e “metro”, “medida”, o que resume a real função dele, já que é empregado para medir parafusos, tubos, rasgos e mais um monte de pequenos objetos e situações.

Mas é lógico que para se chegar a essa ferramenta simples, porém eficiente, alguém teve que ter a ideia, e nesse caso foram dois. O primeiro foi o português Pedro Nunes, que lá pelo século XVI usou uma régua auxiliar móvel junto com uma fixa para medir alguns objetos. O segundo, meio século depois, o matemático Pierre Vernier, que criou essa escala que permitiu que o paquímetro hoje seja tão simples de ser usado.

Não à toa, lá pelos lados dos Estados Unidos, o paquímetro é chamado de “Vernier Caliper” e a medida que permite essa facilidade de cálculo também possa ser conhecida como “nonio” ou “vernier”.

Tipos de Paquímetro

No entanto, ainda que simples e prático, nem por isso o paquímetro se permite ser um só. Na verdade se deixando, principalmente, ser do material que for necessário, ainda que a grande maioria acabe sendo mesmo de aço, opção que reflete a durabilidade do material.

E não só isso, ainda existe uma série de tipos de paquímetro. Confira a lista com os principais:

Paquímetro Universal – é aquele comum, mais conhecido por todos e que resume melhor a criação de Nônio e Vernier, já que tem as três possibilidades (medições de profundidade e ainda internas e externas). Além disso, acaba sendo o a opção mais popular, já que não sofre problemas com campos magnéticos.

paquimetro universal

Paquímetro com Relógio – semelhante ao universal, mas com um relógio acoplado que facilita mais ainda a medição. Porém, toda essa facilidade reflete em uma ferramenta muito mais frágil, não só aos campos magnéticos, mas também a choques, tombos e pequenos acidentes.

paquimetro com relogio

Paquímetro com Bico Móvel (ou Basculante) – praticamente igual aos outros dois, só foge da comparação por permitir a medição de peças cônicas, já que um de seus bicos pode se mover em outro eixo.

paquimetro bico movel

Paquímetro de Profundidade – Ainda que todos os anteriores tenham a opção de medir profundidade, esse tipo se especializa nisso e apresenta medições mais precisas e fáceis diante de furos, rasgos e rebaixos.

paquimetro profundidade

Paquímetro Duplo – Talvez o mais curioso de todos, já que parece ser dois paquímetros grudados (como um “L”), o que permite que se meça com muito mais facilidade engrenagens.

paquimetros duplo

Paquímetro Digital – Mais moderno de todos, substitui o “relógio” do outro por um mostrador digital, o que o permite ser o mais preciso de todos (enquanto o Universal chega a 0,01 mm, esse vai a 0,001 mm). Entretanto, todo esse “luxo” acaba tornando-o o mais fragilizado de todos os tipos.

paquimetro digital

Como Usar um Paquímetro?

E antes de entender como usar um paquímetro, é bom conhecer cada detalhe dessa ferramenta, que parece ser simples, mas é repleto de detalhes. Confira então o desenho com o nome de cada detalhe do paquímetro

paquimetro

1.Bico 2.orelha 3. Haste Profundidade 4. escala interior (mm.) 5.escala superior (pol.) 6. nônio ou vernier (mm) 7. nônio ou vernier (pol.) 8. Trava

Mas para usar um paquímetro além de simples e instintivo, mesmo o que soa complicado é fácil de ser explicado. Primeiro é bom lembrar que para medições internas (como o lado de dentro de um parafuso) é necessário usar a orelha, para as externas (como o tamanho de um parafuso) usar o bico e, obviamente a haste de profundidade para medir as profundidades.

E o mínimo que se precisa saber é que para medir algo é necessário colocar o objeto em posição e ver onde o zero no nônio (ou vernier) se posiciona em relação à escala fixa da régua. Entretanto, para descobrir as casas decimais da medida seria obrigado o tal cálculo que deu ao matemático francês a fama de inventor, mas para facilitar a vida de todos, o jeito mais fácil é, a partir do zero da escala móvel encontrar o primeiro número que “bate” com o da escola móvel. Resumindo, o lugar ondo o “palitinho” de baixo (nônio) fica reto com o de cima (mm ou pol.).

paquimetro vernier

Parece complicado, mas é só pegar um paquímetro na mão para perceber o quanto só parece complicado mesmo, mas está bem longe disso.

Cuidados

Mas toda essa precisão vem com mais um monte de responsabilidades. De cara, a primeira dica parece ser a mais simples: não desmontar, principalmente por que, no caso do paquímetro a régua e a escala móvel são encaixadas de modo extremamente justos, e qualquer mudança prejudicaria a medição.

Na mesma linha de pensamento, é importante ainda não expor a luz direta muito forte, não bater em lugar nenhuma, não molhar e, mais importante ainda, não apertar demais na peça, já que isso (e todas outras exposições) pode acabar entortando ou envergando o equipamento. Não à toa, a maioria das grandes marcas de paquímetros disponibilizam estojos acolchoados e que livram a ferramenta de calor e umidade.

estojo de paquimetro

Enfim, como a maioria dos paquímetros são produzidos à partir de matérias resistentes e duráveis, é só tomar alguns poucos cuidados para que sua ferramenta e que ela continue por muito tempo lhe permitindo medir tudo com tamanha facilidade.

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